Luz para a inteligência, Calor para a vontade

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Infinitesimal



* Para baixar a obra "Infinitesimal", clique AQUI.

Descrição do livro

Uma batalha de vida ou morte, com muito mais em jogo do que um obscuro conceito matemático
Infinitesimal celebra o espírito de descoberta e de realização intelectual por trás da teoria que se tornaria o alicerce do cálculo e da matemática moderna, mudando para sempre o modo de olharmos para uma simples reta
Tal como um thriller, Amir Alexander revive esse capítulo fundamental da história da ciência e conta como uma discórdia em relação a um conceito matemático deu início a uma violenta disputa, cujas implicações ultrapassariam as fronteiras científicas. Estavam em jogo não só a legitimidade de papas e reis, mas a liberdade humana e o progresso do conhecimento. A alma do mundo moderno dependia dos infinitesimais.
“O Código Da Vinci do mundo real.” Publishers Weekly
“Rico em detalhes e embasado em conhecimentos sólidos, Infinitesimal é uma narrativa histórica daquelas que não se consegue parar de ler.” The New York Times Book Review
“Pode ser difícil acreditar que ilustres matemáticos, filósofos e pensadores pudessem se envolver num amargo debate sobre grandezas infinitamente pequenas. No entanto, foi o que aconteceu. Amir Alexander coloca esta fascinante batalha em contexto histórico e intelectual.” Mario Livio, astrofísico e matemático
“Alexander conta esta história com altas doses de emoção e tensão, tecendo a história da matemática através das revoluções sociais e religiosas de uma era… O resultado é um livro de matemática divertido de ler.” Kirkus
“Uma lembrança fascinante do drama humano por trás de fórmulas matemáticas”. Booklist
“Você nunca pensou que o desenvolvimento do cálculo poderia ser um verdadeiro thriller.” Jordan Ellenberg, autor de O poder do pensamento matemático

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Fenomenologia da mentira


É preciso lembrar que o sistema coercitivo imposto pela mídia, a nos bombardear com somas colossais de falsas informações, estabeleceu formas de manipulação tão avançadas que poucos ou ninguém sabe mais distinguir a verdade da mentira.

A esta altura dos acontecimentos, penso que seria necessário traçar uma fenomenologia da mentira. Não se discute mais que ela (a mentira) é uma constante em todos os planos da existência e que, no nosso caso, domina inelutável os setores da vida social, política e econômica da nação.

Também não se discute mais - e isso já se fez consenso - que nossas  instituições estão dominadas pela impostura, com muitos pontos de vantagem para os poderes executivo, legislativo e judiciário – sem falar nas organizações partidárias, com destaque para as siglas da esquerda (que sempre navegam impávidas nas águas poluídas da mendacidade).
Por que uma fenomenologia? Bem, já no Século das Luzes (ele próprio um século de grandes impostores), a “Encyclopèdie” a define em verbete como o mais adequado instrumento para se distinguir a verdade da aparência e, em paralelo, destruir as ilusões que turvam o espírito humano.  
(A propósito: para Kant, filósofo do imperativo categórico, a preguiça e a covardia, de acordo com sua “fenomenologia geral”, são as causas que podem levar o homem ao comprazer da mentira. Outro filósofo, Husserl, mais sutil, encara a fenomenologia como método para se chegar às leis puras da “consciência intencional”, sem omitir, todavia, que todo método científico se baseia numa verdade que só é verdadeira até que um fato demonstre o inverso).  
Comecemos, então, pela meia verdade, artifício de uso constante para o mentiroso deturpar a verdade. Ela nada tem a ver com o duplipensar nem e a novilíngua de Orwel (na qual a corrupção da linguagem promove a corrupção da vida). Seu objetivo é tão somente dar uma aparência de veracidade a mentira mais sórdida que se possa articular. Certas profissões, em particular, se refinam na manipulação da meia verdade, com supremacia para o jornalismo, a política, a diplomacia, a publicidade, a advocacia e a atividade acadêmica – sem que elas, óbvio, em conjunto ou isoladamente, deixem de se curvar à Grande Mentira Ideológica.
Antes, é preciso esclarecer que o exercício da Mentira Ideológica não é só privilégio dos governantes, líderes carismáticos, ditadores, pensadores revolucionários, cientistas sociais,  etc. Ela é um constructo utópico vocalizada em prosa e verso por indivíduos fraudadores e corporações fraudulentas que se esmeram em transformar a verdade na mentira e a mentira na paralaxe (niveladora) dos homens.  
Quem é do ramo sabe: aqui e lá fora, a mídia amestrada vive de cozinhar em banho-maria o engodo consensual. Quem nunca embarcou, por exemplo, nas mentiras que se alastram em nome do “aquecimento global”, “Estado do bem-estar social”, “desenvolvimento sustentável”, “ajuste fiscal”,  “Teologia da libertação”, “comissão da verdade” e patranhas de igual teor, cujo objetivo final, bem camuflado, é manter à tripa forra milhares de parasitas que se vendem como paladinos da boa causa?
É preciso lembrar que o sistema coercitivo imposto pela mídia, a nos bombardear com somas colossais de falsas informações, estabeleceu formas de manipulação tão avançadas que poucos ou ninguém sabe mais distinguir a verdade da mentira. Em decorrência, surgiu na guerra da desinformação em vigência uma espécie de buraco negro na mente do homem comum que, em meio ao caos, implora atordoado: “Ah, meu Deus, quando terei um momento de paz?”
Diz a tradição que o Diabo é o pai da mentira. Faz sentido. Mas a mentira ideológica que assaltou o mundo moderno encontra teto, sem dúvida, nas elucubrações teóricas de Karl Marx, charlatão de inegável talento para vender ilusões e promover embustes (dentre eles, a “mais-valia”, falácia da falsa ciência econômica que dá azo à “luta de classes”, a mobilizar, ainda hoje, o sujo ativismo esquerdista),
Exemplos? Sem o amparo do trololó da teologia da libertação, fermentada em marxismo tardio, como ficaria a figuraça de D. Paulo Evaristo Asno, o falso cristão que descobriu o Reino de Deus na tirania sanguinária de Fidel Castro?
Ou o tredo revisionismo de Ferreira Gullar, o guru do CPC da UNE, movimento primário da baixa agitação comunista patrocinado pelo fazendeiro Jango? E ainda a rede criada por tipos como FHC para se mobilizar contra a prisão de Lula, mentiroso contumaz e ladrão comum que tomou como seus, sabe-se agora, jóias e talheres de ouro  doados à Presidência da República ainda no tempo de Costa e Silva?
Ia concluir falando sobre a TV, aparato eletrônico que mente sem remorsos e seus astros na escamoteação da verdade do porte de  Bonner, Jô Soares, William Waack e seus convidados à serviço da mentira única, mas faltou espaço.
Fica pra depois.

Ipojuca Pontes cineasta, jornalista, e autor de livros como 'A Era Lula', 'Cultura e Desenvolvimento' e 'Politicamente Corretíssimos', é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi secretário Nacional da Cultura.

TV - O império da mentira


Certa vez, um executivo do ramo revelou que o segredo enigmático da TV é que ela, nivelando tudo por baixo, descobriu a “igualdade”, eterna aspiração de espíritos acadêmicos. Pelo “tubo mágico”, dizia ele, todos seriam transformados em “escravos da igualdade”.


O Grande Inquisidor - personagem de Dostoiévski que condenou Jesus Cristo à fogueira quando do seu retorno ao mundo, na Idade Média - proclamou o Milagre, o Mistério e a Autoridade como elementos fundamentais para subjugação da consciência humana. Cardeal de Sevilha, na qualidade de jesuíta, considerava o conceito de liberdade disseminado por Cristo uma carga por demais pesada a ser suportada pelos seres humanos. No entender do jesuíta, os homens seriam felizes se conduzidos como rebanho, longe do ônus do livre arbítrio que traria consigo sofrimento e dor.

Bem observado, a exploração da tríade evocada pelo Grande Inquisidor se encaixa à perfeição como lei básica a reger a televisão, em nossos dias o mais formidável instrumento de lavagem cerebral criado para domesticar os indivíduos. A rigor, há décadas a TV vem avassalando as massas.
De fato, tal qual um vírus letal, tanto nas chamadas democracias liberais quanto nos regimes totalitários, a onipresente TV se infiltrou no âmago humano e se impôs, em tom de farsa, como pretenso Portal da Verdade.


Na dura realidade, gerações inteiras só tomam conhecimento dos fatos manipulados pela ótica da TV, outrora considerada uma “máquina de fazer doido”, sem perceber que ela estabeleceu, em escala planetária, o Império da Mentira.

Voltemos ao Cardeal de Sevilha e o Milagre na TV?

Antes de tudo, é preciso admitir que ela mesma é um prodígio de transmissão (em som e imagem) amoldado à existência humana. No figurino de um eletrodoméstico, a TV vive de prometer milagres que nunca se cumprem, deixando o pobre mortal à mercê de maravilhas que ninguém sabe quando virão.

Exemplos? Há mais de quatro décadas, o “Fantástico” da Rede Globo anuncia tratamentos miraculosos contra o infarto, o câncer ou a doença do Alzheimer, sempre acalentando a perspectiva de que mais dia menos dia a cura de cada um desses males estará ao alcance de todos.

Há casos mais ostensivos: no Brasil (como, de resto, mundo afora), milhares de pastores mostram na TV aberta paralíticos que passam a andar, uma vez livres dos demônios, como modelos numa passarela.

Em outras ocasiões, ao vivo, depois de abençoados, dezenas de ex-miseráveis anunciam que se tornaram milionários da noite para o dia. Ou vemos/ouvimos relatos de casais, anteriormente infelizes que, por artes divinais, passaram a viver em um mar de rosas. É a TV a serviço do miraculoso.

(Já foi dito que a televisão é um circo infestado de palhaços, programas de auditório com bailarinas e roqueiros em desbunde, atores, novelas que se repetem infindavelmente, animadores, pilantras et cetera - em suma, um show em ato contínuo exibindo corridas de auto, lutas de MMA, partidas de futebol e mil peripécias imprevisíveis, tudo, afinal, para nos livrar do “tedium vitae”.

No seu lado tido como “sério”, para sacolejar as consciências anestesiadas e preencher o vazio das almas, a TV se esmera em explorar, exaustivamente, nos seus noticiários, desastres pavorosos, atentados terroristas, hecatombes, estupros, sequestros e fatalidades as mais escabrosas, transformando a tragédia humana em horrendo espetáculo tinto de sangue.
(Mas circula na praça versão da teoria compensatória segundo a qual, com a transmissão de desgraças, a “máquina de fazer doido”, de forma subliminar, procura demonstrar que a vida do espectador, por infeliz que seja, é mais tolerável do que a das vítimas expostas na telinha. Sem esquecer, é claro, que manter a boa audiência significa a alegria do departamento comercial).
E o Mistério? Na TV, o mistério parece impenetrável à razão humana, quem sabe um enigma obscuro só decifrável por poucos iniciados que, às escondidas, manipulam a engrenagem. Para uns, trata-se de mistério maior que o da Santíssima Trindade, que envolve Pai, Filho e Espírito Santo numa só pessoa.
Certa vez, um executivo do ramo revelou que o segredo enigmático da TV é que ela, nivelando tudo por baixo, descobriu a “igualdade”, eterna aspiração de espíritos acadêmicos. Pelo “tubo mágico”, dizia ele, todos seriam transformados em “escravos da igualdade”. Por ironia, em paralelo, um destrutivo escritor americano, Norman Mailer, declarou que o mistério da TV é ela manter audiência “apresentando tão baixo nível de qualidade”. O paradoxo de Mailer decifrou, na bucha, o Mistério nada misterioso da TV - uma descoberta mantida em sigilo sepulcral pelos seus mentores.
De todo modo, na sua homilia o Grande Inquisidor jamais tornou claro o papel desempenhado pelo Mistério na busca da felicidade terrena, salvo considerá-lo fundamental para subjugação da consciência humana.
Já o papel da Autoridade, para ele, era tudo. Segundo pontificou, a autoridade deveria se impor pela força legal (no seu caso, o castigo da fogueira na Santa Inquisição), ou na maciota, pelo poder da palavra, da dissuasão e do engodo. Esta, tudo indica, tem sido a estratégia adotada pela gente da TV, especialmente na área do jornalismo (onde despontam, em circuito interno, figuras como Bonner e William Waack), assunto que abordaremos no próximo artigo.



Ipojuca Pontes cineasta, jornalista, e autor de livros como 'A Era Lula', 'Cultura e Desenvolvimento' e 'Politicamente Corretíssimos', é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi secretário Nacional da Cultura.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O Capelão do Diabo – Richard Dawkins


* Para baixar a obra "O capelão do diabo", clique AQUI.

O capelão do Diabo, coletânea de ensaios escritos ao longo de 25 anos de carreira, reúne textos provocantes sobre assuntos extremamente atuais, como as heranças do darwinismo, ética na ciência, semelhanças e diferenças entre macacos e humanos, alimentos transgênicos, medicinas alternativas, pós-modernismo, religião, educação, determinismo genético e clonagem. Mas o livro também traz ensaios mais pessoais, como tributos a cientistas e o relato de uma peregrinação à África, continente natal do autor, em busca de heróis e ancestrais. Dawkins ainda resenha livros de Stephen Jay Gould (outro gigante da biologia evolucionista), e debate as idéias deste que era considerado seu maior adversário. Escrevendo com paixão e clareza, Richard Dawkins, um dos mais influentes divulgadores de ciência em atividade, não hesita em se posicionar perante temas polêmicos, sempre em busca da verdade científica. Como ele mesmo diz: “Embora eu reconheça a presença ocasional de lampejos de irritação (inteiramente justificáveis) na minha escrita, gosto de pensar que a maior parte dos textos é bem-humorada, talvez até mesmo divertida. A ciência é para mim uma fonte contínua de alegria, e espero que estas páginas transmitam isso”.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Como se livrar da maconha

(Nota: As orientações abaixo são facilmente adaptáveis também para se livrar dos vícios do álcool e do cigarro comum.)

* 3 Métodos: I - Largando a maconha de uma vez; II - Buscando ajuda profissional; III - Largando a maconha gradualmente.


MÉTODO 1: LARGANDO A MACONHA DE UMA VEZ



1 - Elimine toda a maconha e a parafernália que você usa para fumá-la. Caso possa remover de sua casa as coisas que facilitam uma recaída, é menos provável que você ceda às tentações. Veja o que fazer:[1]
  • Elimine qualquer isqueiro, fósforo, baganas, bongos ou recipientes. Esvazie seus bolsos para garantir que nada fique para trás.
  • Jogue toda a maconha em seu vaso sanitário. Dessa forma, você não irá fuçar as lixeiras para consegui-la novamente.
  • Destrua seu estoque. Ou, se você não pode inutilizá-lo, jogue-o em um lixão nojento, fazendo desaparecer a tentação de voltar. (Você talvez queira fechá-los em um saco de lixo discreto, primeiro.)
  • Livre-se de qualquer coisa que lhe faça desejar fumar maconha novamente, seja seu videogame favorito ou um pôster no quarto. Isso pode parecer um exagero, mas remover os gatilhos realmente lhe ajudará a largar o hábito.
  • Caso você conheça um traficante, retire o número dele de seu celular.

2 - Deixe clara a sua decisão para os que o apoiam. Conte à família e amigos confiáveis sobre sua decisão e peça para que o ajudem a largar o vício. Eles provavelmente ficarão bastante animados em ver você largando a droga e farão de tudo para ajudá-lo.
  • Isto é especialmente importante se quiser permanecer próximo a fumantes ativos. Diga que não deseja que eles deixem de fumar, mas que você não se sentirá bem caso tentem forçá-lo a manter o vício. Pense seriamente se a pessoa que quer fazê-lo continuar a fumar é realmente importante em sua vida se ele/ela não respeitar suas escolhas.
  • Você pode até mesmo ter de evitar amigos fumantes por um tempo. Se toda sua vida social com seus amigos girou em torno da maconha, procure uma nova rede de amizades. Isso pode parecer um pouco duro, mas é assim mesmo.

3 - Prepare-se para a abstinência. O bom é que isso é temporário: a abstinência de maconha começa 1 dia após a desistência, atingindo seu pico após 2 ou 3 dias e enfraquecendo após 1 ou 2 semanas[2]. O ruim é que existem sintomas[3]. Talvez você não passe por nenhum deles, mas talvez passe por todos. O importante é ter um plano e lugar para passar por isso. Aqui estão alguns sintomas que podem se apresentar:
  • Insônia: Evite o consumo de cafeína durante os primeiros dias. Durma ao primeiro sinal de sono ou cansaço durante a noite.
  • Falta de apetite: Você pode se sentir nauseado no início. Tente comer alimentos leves e de fácil digestão: bananas, arroz, torradas, aveia e maçãs.
  • Irritabilidade: Você terá alterações de humor durante a abstinência, alternando entre pura raiva e tristeza absoluta em questão de minutos. Planeje-se para isso antes da hora. Quando acontecer, acalme-se e permaneça consciente da situação. Diga para si mesmo que “A culpa não é minha e nem do que estou fazendo. É apenas a abstinência.” Repita quantas vezes for necessário.
  • Ansiedade: O nervosismo é um sintoma comum da abstinência de qualquer droga. Quando tiver tempo livre, feche os olhos, respire profundamente e lembre-se que o que está sentindo é temporário.
  • Aumento na temperatura corporal: você pode sentir muito mais calor que o normal e pode começar a suar ocasionalmente.

4 - Encontre uma atividade substituta. Ao invés de usar drogas, dedique seu tempo livre a um esporte ou hobby. Tente fazer algo rápido e fácil – como tocar violão ou caminhar. Faça isso quando sentir vontade de voltar a fumar. Se você estiver se sentindo muito entediado ou deprimido fazendo isso, assista a um filme que lhe faça sorrir ou passe um tempo com um amigo que não seja usuário. Aqui estão algumas outras coisas para você experimentar:
  • Dar caminhadas longas
  • Conversar com um velho amigo pelo telefone
  • Nadar
  • Cozinhar
  • Ler o jornal

5 - Mude sua rotina. Além de encontrar um novo hobby, você deve buscar mudar sua rotina para não sentir vontade de fumar maconha nos horários em que fazia isso. Aqui estão algumas coisas que você pode fazer:[4]
  • Mude sua rotina matinal. Tente acordar um pouco mais cedo ou mais tarde, tomar um café-da-manhã único ou se banhar em um horário diferente.
  • Mude sua rotina escolar/de trabalho. Vá ao trabalho ou à escola por um caminho diferente. Sente-se numa cadeira diferente se puder e coma algo diferenciado no lanche.
  • Mude sua rotina de estudos. Se você normalmente estuda em seu quarto (lugar onde fumava maconha), mude as coisas e vá estudar numa cafeteria ou na biblioteca.
  • Não comece a comer menos para tentar mudar sua rotina. Você pode descobrir que está sentindo menos fome, mas deverá continuar comendo normalmente para manter-se saudável.

6 - Controle sua vontade. Você terá uma vontade, ou um desejo por fumar, regularmente. É importante saber como reagir a essas vontades se você realmente quiser largar o vício. Aqui estão algumas coisas que você pode fazer para evitar ceder à tentação:[5]
  • Evite seus locais-gatilho. Não vá a lugares que lhe façam sentir vontade de fumar, seja no depósito de um amigo ou o espaço debaixo das arquibancadas do ginásio.
  • Fuja do ambiente. Sempre que você notar que está sentindo vontade de fumar, saia rapidamente do lugar em que está. Mudar rapidamente de ambiente é sua melhor aposta.
  • Respire profundamente. Respire fundo com a boca e prenda o ar em seus pulmões por 5-7 segundos até se sentir mais calmo. Solte o ar através de seus lábios semicerrados e repita esses passos até a sensação passar.
  • Coloque algo de diferente em sua boca. Encontrar um substituto para seu desejo – desde que ele não seja álcool ou outra droga – pode ajudá-lo a lidar com ele. Tente chiclete sem açúcar, doces sem açúcar, bebidas diet, palitos de dente, canetas/lápis ou até canudos.
  • Beba água. Permanecer hidratado o manterá saudável e o ajudará a combater suas vontades.

7 - Mantenha-se sobre controle. O pior da abstinência deve acabar em uma semana ou duas, e todos nós já ouvimos que qualquer coisa passa após três semanas. Após um mês, você deverá estar livre de seu vício. Talvez esse tempo parecerá, para você, uma eternidade, mas tente se lembrar que ele não é assim tão longo.
  • Planeje uma pequena festa para comemorar o seu primeiro mês sem maconha. Ter uma linha de chegada pode lhe manter no caminho. Use isso como uma pequena recompensa para si mesmo.

MÉTODO 2: BUSCANDO AJUDA PROFISSIONAL


1 - Visite um psiquiatra para obter ajuda farmacológica. Um clínico geral ou um doutor em osteopatia podem prescrever medicações próprias para o combate ao vício. Se você tentou largar a maconha sem rodeios ou gradualmente, ou até mesmo caso saiba que não há maneira de se curar sozinho, procurar um médico pode ser sua melhor aposta.
  • Certifique-se de que você realmente deseja largar a droga antes de marcar uma consulta. Além da consulta ser cara, muitos médicos não o aceitarão novamente como paciente se você tiver várias recaídas.

2 - Consulte um terapeuta. Se existem segredos que o levam ao uso de maconha – como depressão ou ansiedade –, falar com tal tipo de profissional pode ser de grande ajuda. Se possível, tente encontrar alguém especializado em casos de vício.
  • Procure por diferentes modalidades. Existem muitas modalidades, ou tipos, de terapia que podem ser mais ou menos apropriadas para seu vício. Terapia pela fala é a mais comum, mas você também pode investigar terapias cognitivo-comportamentais.

3 - Junte-se a um grupo de apoio. Se estiver difícil desistir da maconha por conta própria por causa de pressão social ou falta de confiança, um grupo de apoio pode ser a resposta.
  • Os Narcóticos Anônimos atuam em diversos países, garantindo admissão e encontros gratuitos. Procure online por grupos próximos.

4 - Procure por clínicas de reabilitação. Se nada houver funcionado e se seu vício estiver prejudicando sua saúde e sua felicidade, então talvez seja hora de procurar pela ajuda extrema de uma clínica de reabilitação.
  • Tente, primeiro, todas as opções disponíveis. As clínicas de reabilitação são caras e complicadas, e não devem ser vistas como uma solução simples. Se não houver mais escolhas, porém, essa pode ser sua melhor opção.
  • Descubra quantos dias de internação sua seguradora pode cobrir.

MÉTODO 3: LARGANDO A MACONHA GRADUALMENTE


1 - Estabeleça uma data em que você queira estar completamente livre do vício. Marque um dia com duas semanas ou um mês de antecedência; assim, o prazo não parecerá distante ao ponto de fazê-lo perder o foco e nem próximo ao ponto de parecer impossível. Se você realmente acha que isso é irreal, é possível dar a si alguns meses para realmente largar o vício. Se a maconha realmente é uma constante em sua vida, será difícil largá-la após, apenas, algumas semanas.


2 - Crie um processo gradual. Planeje o quanto você usará entre agora e sua data limite. Tente fazer disso um plano linear – por exemplo, no meio do caminho entre hoje e a data limite, você deverá estar usando apenas metade do que está usando agora.
  • Anote seu plano em um calendário, marcando o quanto será consumido em cada dia. Apegue-se a isso. Coloque o calendário em um lugar onde possa ser visto diariamente. Pode ser perto da geladeira ou do espelho do banheiro.

3 - Prepare as porções diárias antes de começar. Em vez de confiar em si mesmo no momento em que for preciso fazer a dose, planeje previamente as porções que serão consumidas. Assim, você não tem de pensar nelas – será necessário simplesmente consumir o que já está pronto para tal dia.


4 - Permaneça ocupado. Enquanto seu uso de maconha enfraquece e você gasta menos tempo a usando, encontre atividades que possam ser feitas logo após fumar. Passe a fazer sua atividade/hobby logo após fumar para não ter tempo para notar a diferença. Ainda que você precise encontrar tempo para ficar sozinho e relaxar, tente manter seu dia lotado com hobbies, atividades sociais, trabalhos escolares ou qualquer coisa que possa lhe manter focado em algo que não seja a maconha.
  • Dê uma olhada em sua agenda e tente preenchê-la com o máximo de compromissos sociais e atividades que puder. Apenas não exagere.

5 - Permaneça motivado. Se você realmente quiser largar a maconha, você precisa manter os olhos no prêmio. Lembre-se do motivo que o fez parar – seja para melhorar sua saúde, seu pensamento, sua vida social ou por sua perspectiva de vida. Permaneça focado como um laser no objetivo. Escreva o motivo e cole-o sobre sua mesa. Mantenha um cartão índice com seus motivos em seu bolso. Mantenha seus objetivos em um lugar acessível que sempre possa ser visto na fluidez do dia-a-dia.
  • Sempre que sentir um momento de fraqueza, considere todas as coisas que você poderá fazer assim que parar de fumar. Você se sentirá mais ativo, mais energizado e mais motivado para fazer tudo o que quiser.
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DICAS GERAIS:

  • Você precisa querer largar o vício antes de agir. Pese os benefícios de largar o vício contra os benefícios do consumo: encontre algo na sobriedade que pareça atraente e transforme isso em seu objetivo.
  • Escreva as coisas que você poderá fazer com o dinheiro poupado. Continue se recompensando.
  • Vinte minutos de exercícios durante períodos intensos de abstinência podem aliviar os sintomas.
  • Converse sobre querer parar com pessoas que fumam. As respostas deles podem ajudar-lhe a ter sucesso, demonstrando a você que isso pode ser feito.
  • Durma na maior parte do tempo nos estágios iniciais caso você não consiga lidar com o desejo.
  • Largar o vício sem rodeios normalmente é mais eficiente.
  • Se seus amigos fumam maconha, não saia com eles. Isso fará com que seus camaradas não o pressionem para voltar a fumar.
  • Procure por sites na internet que contenham informações sobre o uso e dependência da Cannabis. Ler sobre as experiências dos outros pode ajudá-lo a ter uma ideia de como combater o vício.
  • Tente a autossugestão. Pense repetidamente “Vou deixar de fumar maconha”.
  • Limite contato e tempo passado perto de pessoas que continuam a fumar. Mesmo que elas sejam suas amigas, a pressão em si é, normalmente, um obstáculo para quem quer se livrar da droga.
 

sábado, 17 de dezembro de 2016

Nota da UFRJ sobre certas reformas do Governo Temer



CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UFRJ ALERTA QUE PEC 55 E PROJETO DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA PODEM INVIABILIZAR AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS E TODO O PATRIMÔNIO CIENTÍFICO DA NAÇÃO

O Consuni da UFRJ, reunido em sessão no dia 08 de dezembro de 2016, alerta que o país, como nação democrática, generosa com o seu povo, comprometida com o bem-viver de todas e todos que a constroem, está em risco. 
O novo governo apresentou um conjunto de medidas com o pretexto de resolver a dita crise fiscal, anunciando que não restam outras alternativas e que, por isso, se não forem aprovadas sem debates, estudos, projeções, o próprio Estado entrará em colapso, utilizando, para isso, a imagem da crise dos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, entre outros. 
Estudos de diversas correntes econômicas mostram que a PEC 241 não enfrenta os problemas estruturais do país, como a redistribuição de renda, a reforma tributária com progressividade, os investimentos em infraestrutura, a pesquisa científica, tecnológica e de inovação, o apoio a setores estratégicos para o país, o controle da inflação e expansão qualitativa das atividades produtivas para gerar empregos dignos e direcionados para o trabalho complexo. Ao contrário, trata-se de uma medida operada por inaceitável voluntarismo legal que altera toda a Constituição Federal. 
A insensatez se agravou com as modificações da referida PEC na Câmara dos Deputados. A PEC piorou, pois agora a estagnação das despesas primárias por 20 anos somente poderá ser revista por Projeto de Lei Complementar, e não por lei ordinária, e pontualmente, uma única vez, após 10 anos, independentemente da situação econômica mundial e nacional. Os gastos do Judiciário e do Legislativo poderão ser acima da inflação nos três primeiros anos de vigência, mas o teto de gastos não poderá ser revisto, exigindo, portanto, novos cortes nos gastos do Executivo. Originalmente, o teto de gastos de um dado ministério estava definido pela LOA (pelo orçamento), agora o teto é definido pelos pagamentos efetuados. Raramente todos os recursos autorizados pela LOA são efetivamente executados e, por isso, os gastos executados são menores do que os autorizados. Assim, o texto da PEC 55 criou um novo subteto ainda mais baixo do que a versão original. A versão do Senado aumentou as sanções contra qualquer ganho real do salário mínimo, em flagrante desacordo com a Constituição. 
Desse modo, as despesas primárias que em 2016 corresponderam a perto de 20% do PIB serão reduzidas, em 10 anos, a uma taxa anual de, pelo menos, 0,5%. Em 10 anos os gastos primários cairão 5% do PIB, regredindo o país à situação anterior à Constituição de 1988. Como a redução terá de ser feita sobre os gastos discricionários, as áreas da educação, saúde, ciência e tecnologia, e seguridade social serão severamente afetadas, impossibilitando as Metas do Plano Nacional de Educação e, particularmente, ameaçando todo o patrimônio educacional e de ciência do país. 
As medidas em curso não serão destrutivas apenas para o custeio e os investimentos das instituições universitárias e de pesquisa. Haverá uma enorme fuga de servidores docentes e técnicos e administrativos em virtude da draconiana reforma da previdência, já golpeada pela contrarreforma de 2003. 
A fixação da idade mínima de 65 anos será progressiva, afetando, de modo severo, a todos, e especialmente os novos servidores. O valor da aposentadoria, do setor público (excluindo os militares, responsáveis por 45% do dito déficit do regime próprio da previdência) e do setor privado será de apenas 51% da média dos salários de contribuição, acrescido de 1% por ano de contribuição. Assim, raros servidores terão assegurada a aposentadoria integral, a não ser que se aposentem, por exemplo, com 70 anos e tenham 30 anos de contribuição. O sistema de pensões será desfeito, a cota familiar será reduzida para 50%, acrescida de 10% por filho menor de idade. O reajuste do valor das aposentadorias deixa de acompanhar a correção dos servidores da ativa. Desse modo, a carreira do magistério federal e dos técnicos e administrativos será profundamente desvalorizada. 
O Consuni compreende que os pilares da nação estabelecidos pela Constituição de 1988 estão sendo desfeitos, sem qualquer debate rigoroso sobre as consequências para o futuro do País e, por isso, conclama que os senadores revisem seus votos em prol da PEC 55 e, mais amplamente, que o Congresso Nacional recuse o projeto de reforma da previdência por suas consequências severas em relação ao futuro do trabalho. O Consuni reconhece, também, que as lutas e mobilizações em prol dos direitos sociais assegurados na Constituição revigoram valores democráticos e republicanos necessários ao País.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Pensamentos - DCCXXXIV

"Se você é um estudante sério, prepare-se: saber mais é ser compreendido menos."

(Olavo de Carvalho)


Pensamentos - DCCXXXIII

"A maior tragédia da incultura é sua impossibilidade de imaginar o que se passa na cabeça do homem culto."

(Olavo de Carvalho)


Pensamentos - DCCXXXII

"Respeitar uma opinião imbecil é desrespeitar a condição humana do seu autor, que o obriga a buscar a verdade em vez de dizer qualquer merda."

(Olavo de Carvalho)

La Pasion de Camille Claudel

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A vida intelectual e a perda das amizades

Cavalos-marinhos



Cientistas descobriram alguns dos segredos genéticos dos esquisitos e fascinantes cavalos-marinhos, incluindo a exótica excentricidade da gravidez masculina da espécie.
Pesquisadores afirmaram nesta quarta-feira (14/12/2016) que haviam sequenciado o genoma de uma espécie de cavalo-marinho pela primeira vez e identificado a base genética de certas peculiaridades do peixe com aparência equina que habita as águas de costas ao redor do mundo.

Cavalos-marinhos apresentam um conjunto de curiosidades. Os machos, e não as fêmeas, carregam os bebês e dão à luz. Eles nadam na vertical, e não horizontalmente. Eles têm cabeças semelhantes as de cavalos, narizes parecidos com tubos e não têm dentes. Eles contam com caudas para agarrar em plantas marinhas e corais e assim evitam ser levados pelas correntezas.

Os seus corpos são cobertos por placas ósseas. Diferentemente da maioria dos peixes, eles não têm nadadeiras pélvicas e na cauda. Os olhos deles funcionam de forma independente, permitindo que eles olhem para frente e para trás simultaneamente. Eles também podem mudar de cor para se camuflarem.
"Eles são animais icônicos, um dos exemplos da exuberância da evolução, afirmou o biólogo Axel Meyer, da universidade alemã de Konstanz, um dos pesquisadores do estudo publicado no periódico Nature.
"A quantidade deles está caindo devido à destruição do habitat e à extração humana”, acrescentou Byrappa Venkatesh, da Agência para a Ciência, Tecnologia e Pesquisa de Cingapura.
Os pesquisadores analisaram o genoma do cavalo-marinho cauda-de-tigre do sudeste da Ásia, que chega a dez centímetros de comprimento e tem uma cauda preta e amarela. Ele apresentou um índice mais rápido de evolução molecular do que qualquer peixe cujo genoma foi estudado.
Cavalos-marinhos machos possuem uma bolsa para a gestação. Durante o acasalamento, a fêmea deposita os ovos dentro da bolsa do macho. Ele fertiliza os ovos internamente e os carrega na bolsa até eles se romperem, liberando a cria no mar.
Um gene presente em outros peixes com um papel na incubação dos ovos passou por uma duplicação no cavalo-marinho e assumiu uma nova função, ajudando no surgimento da bolsa do macho.
Genes que em pessoas e outros animais desempenham um papel na produção de dentes passaram por mutação em cavalos-marinhos e perderam a funcionalidade. Na falta de dentes, os animais usam o nariz para sugar o alimento.
Um gene envolvido no desenvolvimento de nadadeiras pélvicas em outros peixes e de pernas em humanos é ausente nos cavalos-marinhos, e eles não têm essas nadadeiras. Em vez disso, eles nadam usando uma pequena nadadeira nas costas que bate rapidamente, com pequenas nadadeiras peitorais localizadas perto da parte de trás da cabeça para dar direção.

(Fonte: G1)